quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

São como Mosquitos....


Acho que certo tipo de gente, como a que ocupa hoje o aparelho de estado em Portugal, são assim como que uma sub-espécie da nematocera , a grande ordem dos mosquitos. Como os mosquitos,  ão gente minúscula, sem dimensão e sem outras causas que não sejam as de picar e sugar-nos o sangue pelo qual dão em troca um qualquer verme ou bactéria microscópicos de que só percebemos a existência quando já estamos infectados. Sim são gente infecta que se habituou aos repelentes e até aprendeu a contorná-los, a fintá-los. Enquanto não  conseguirmos, ou não quisermos proteger-nos contra os seus ataques, vão continuar a sua saga infecciosa. Na verdade, quando damos conta de que nos atingiram já não há muito a fazer. É esperar que passe ou então promover uma desinfestação geral que os elimine de uma vez por todas dos locais onde as condições lhes são propícios; e todos os locais onde há vida e gente lhes são propícios...                                                                                
Como os mosquitos, esta gente sem dimensão conta com a nossa passividade para fazer estragos; habituou-se a isso e  irá  voltar sempre, e irá continuar a fazer estragos sempre que os deixarmos fazê-los: eles, os seus filhos, os seus netos, bisnetos, padrinhos, afilhados, amigos, clientes, etc.  Se  os ventos não lhes forem contrários, irão voltar como uma praga,  para picar muita gente e deixar o seu veneno a produzir chaga. Reproduzem-se aos milhares. Sendo gente sem dimensão, são especialistas a ocupar o espaço de actuação, formando nuvens de interesses e alvos que lhes são vitais à sobrevivência e propagação.  São assim os 'mosquitos' que nos (des)governam em Portugal. 

Desinfestação geral, sim, é o que precisamos, porque eles já se habituaram aos repelentes que usamos individualmente.

Jacinto Lourenço

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Memórias Intemporais...


Vejo o tempo passar e deixar um rasto no ar. Umas vezes parece um  castelo de nuvens que rapidamente se desmorona  outras  uma  linha que se desfaz deixando  no ar  serpentes imaginárias. O nosso tempo passa depressa, é fugaz e veloz. Nem sempre o desejamos lento, é verdade, mas a maior parte das vezes ele corre como se fora um cavalo tonto na pradaria.  O tempo traz e leva, é essa a sua função. Nunca devolve. Não foi projectado para isso, nem é sua vocação.
Hoje partiu Nadir Afonso, como antes já tinham partido tantos outros, homens e mulheres que foram e são, referências culturais ou civilizacionais do nosso tempo, e do tempo futuro. No fim das coisas, da nossa vida, o mais importante que fazemos com o tempo em que a vivemos, é o que deixamos feito. A memória, sim, a memória é o que fica gravado na vida de todos os homens e mulheres que vierem atrás de nós. Ouvirão de alguns de nós, estudarão alguns de nós, recordarão alguns de nós, mas só daqueles que fizeram do tempo barro em suas mãos e deixaram, indelevelmente marcada, para todos os tempos, uma memória que continuará a ser uma referência, uma construção no tempo, um monumento intemporal.

Ontem Mandela, hoje Nadir. Vêmo-los partir e ficamos cada vez mais pobres, tristes, ou resignados.  Como se para isso não bastasse já o que nos tem feito o (des)governo de meliantes que uma minoria de portugueses, em Portugal, e  europeus, na europa,  elegeu (ou não)  e instalou no poder aqui, e por essa europa fora. Em nome de um poder estranho, uns poucos usam o tempo de todos nós, da nossa vida, como se fora seu, e nós deixamos.  E tudo caldeado numa resignação que todos os dias destrói a alma colectiva desta nação triste, na ponta duma europa triste, aberta a um  mundo onde, apesar de tudo, há heróis a tombar depois de deixarem  escrita uma memória do tempo da sua vida no tempo das nossas vidas.


Jacinto Lourenço

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

À Volta de um Dia Triste


Voltámos num dia triste para o mundo e para todos os homens de boa vontade: faleceu ontem à noite Nelson Mandela. Provavelmente um dos  melhores  homens e  o melhor líder político que o século vinte viu nascer. Lutou sempre pelos valores em que acreditava: liberdade, paz, igualdade, fraternidade. A sua vida, como a de todos nós, aliás, não foi uma linha recta, foi uma curva com muitas voltas e muitas surpresas. O ignóbil regime do apartheid, que vigorou durante muitos anos na sua terra, atirou-o para a prisão durante 27 anos e só de lá sairia para construir uma pátria e uma nação baseada nos valores em que sempre acreditou e aos quais soube acrescentar, em nome da união e da reconciliação nacional, o valor do perdão. Que África do Sul, o mundo , os povos e os líderes políticos aprendam, de uma vez por todas  com o seu exemplo, e saibam merecer a memória de Nelson Mandela.

Jacinto Lourenço

Restart...


Estamos de volta, finalmente. Ainda que para além do que prevíamos estar offline. Regressámos, felizmente, a tempo de celebrar  o quinto ano consecutivo de permanência na blogosfera.

Foi no dia 08 de Dezembro de 2008 que aqui acostámos. Contra ventos e marés por cá continuamos. É verdade que nem sempre com a regularidade ideal, mas outros valores e afazeres se intrometeram. O  importante é que estamos para continuar por tanto tempo quanto o que a vida nos deixar e com os mesmos objectivos e princípios norteadores.

Todos os conteúdos publicados anteriormente no blogue sob a designação Ab-Integro continuam disponíveis através do link colocado no  À Boleia do Vento ou directamente no endereço  anterior, salvaguardando no entanto que nenhum outro conteúdo será editado ou aí publicado de novo.

Agradeço, de coração, a todos os que me seguiam no Ab-Integro. A partir de agora, se isso for do vosso interesse,  podem fazê-lo aqui. 

Até sempre.

2013, Dezembro, 06