segunda-feira, 14 de abril de 2014

O Domingo em que a Nossa História Mudou...



No dia seguinte, as grandes multidões que tinham vindo à festa, ouvindo dizer que Jesus vinha a Jerusalém,
tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o rei de Israel !
( Lucas 12:12,13 ) 


Passavam  apenas alguns dias sobre o domingo que seria consagrado pela tradição cristã como o de ramos. O trajecto de Cristo ter-se-ia esfumado ali, na velha cidade de Jerusalém,  e a história dos hebreus registaria apenas, se registasse,  que por aqueles dias,  um  jovem rabi, com grande capacidade  oratória, e que até operara  alguns  milagres,  fora  considerado culpado por 'blasfemar' do nome de Deus e que o Sinédrio o teria enviado aos romanos para que estes validassem a sua condenação e o  crucificassem até à morte. 

O tempo pascal que os cristãos celebram por estes dias  não existiria no calendário  se aquilo que se passou entre o domingo de ramos e o  domingo de páscoa fosse apenas  um mero episódio na história de um pequeno povo do médio oriente como tantos outros que por lá existem. 
          
A vida de Cristo e o seu ministério, pese embora a vontade de alguns judeus de então, não se quedaram engulidos por um sepúlcro. Cristo ressurgiu no domingo de páscoa e apareceu ressurrecto a muitos discípulos. Não, Jesus não era apenas um simples rabi que falava muito bem e operava alguns milagres; Ele era o próprio Deus que tomara a forma de um homem para se dar em sacrifício vivo por todos os homens. 

A partir desse momento,  o da ressurreição de Cristo, a história da humanidade mudaria para sempre. O relacionamento de Deus com os homens não voltaria a ser o mesmo; a páscoa  não mais seria apenas uma festa ritualizada, uma simples passagem.

Este tempo pascal que vivemos  faz parte da vida dos cristãos e indica a permanência do sangue de Cristo  naqueles que o aceitam como Salvador. E isto muda tudo; desde logo porque o acesso de todos os homens a Deus se passou a fazer sem a necessidade de qualquer intermediário. Ou seja: passámos, todos, a ter acesso directo a Deus num relacionamento íntimo e pessoal, falando com Ele acerca de tudo o que faz parte da nossa vida e das nossas preocupações.

Cristo vive, aleluia, e isso é motivo de júbilo para todo o povo de Deus, esteja ele onde estiver. Temos um Deus que tudo fez para se aproximar de nós e  devemos entender isso como uma Graça particular de Alguém que nos ama profundamente. Afinal, foram as suas mãos que nos modelaram. O salmista disse: "As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me entendimento para que aprenda os teus mandamentos". É isto que Deus requer de nós, o entendimento da sua obra, da Sua Palavra que se projecta em cada ser humano. Foi por isto que Cristo foi à cruz, morreu e ressuscitou. A páscoa cristã não é apenas um episódio histórico, é a verdadeira história e operação divina em movimento e que ninguém poderá parar,  ou sequer negar.


Jacinto Lourenço

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O Problema é Nosso !


Acabo de ouvir na rádio a resposta dada por Assunção Esteves relativamente à pretensão dos militares de Abril poderem usar a palavra na sessão evocativa dos 40 anos do 25 de Abril a realizar proximamente na Assembleia da República. "O problema é deles!", foi o que disse a dama do "inconseguimento".  Mais pela manhã, também já tinha ouvido que a maioria CDS e PSD tinha chumbado essa mesma pretensão. Os militares queriam estar presentes e usar a palavra. Nada que o regimento da Assembleia não preveja em situações especiais, como é o caso da dita  sessão evocativa. 

Ninguém, com mais qualidade do que os militares de Abril, tem esse direito, quanto mais não seja pelo respeito que eles devem merecer da parte de  todo o povo português e de todas as instituições que dizem representá-lo. O problema é deles sim, como já foi quarenta anos antes quando, mesmo com risco da própria  integridade física expuseram por nós o corpo ao perigo que envolvia derrubar uma ditadura velha de 48 anos. No mínimo, se os ventos não lhes tivessem sido favoráveis, esperava-os  a prisão, provavelmente o Tarrafal durante largos anos, a destruição da sua carreira profissional e eventualmente a desintegração da sua vida familiar com tudo o que isso teria implicado. E tudo para que depois possam existir figuras, da ridícula dimensão de Assunção Esteves, a ocupar o lugar mais elevado do Parlamento.  Sim, o problema era deles e só deles, não nosso, do povo,  que só saímos à rua quando a vitória era certa, num comportamento típico de assumida covardia e amorfismo que nos caracteriza.  Sim, não fora a vitória de Abril à mão de militares que se deram por inteiro, porventura, em muitos aspectos com uma cândida ingenuidade, em favor de um povo há muito espezinhado nos seus mais elementares direitos e hoje não seria possível à senhora que ocupa, indignamente, a cadeira de presidente da A.R. elevar a uma potência de estupidez inaudita a arrogância própria de quem acha que tem o poder de escorraçar da casa da democracia portuguesa aqueles em quem o povo português ainda se revê no sonho alcançado da conquista da liberdade e da democracia em Portugal. 

Este poder, esta arrogância e prepotência estúpida com que é exercido não é herdeiro legítimo do 25 de Abril de 1974 nem a maioria do povo português nele se reconhece. Este poder inspira-se nas catacumbas do 24 de Abril de 1974 e Assunção Esteves é apenas uma 'sacerdotisa'  que obedece a um ritual  de destruição dos melhores valores que a primavera de Abril nos trouxe. Nenhuma democracia, nenhum estado de direito, nenhum poder em Portugal pode jamais obliterar o que aconteceu em 25 de Abril de 1974. Os portugueses, em última análise, têm um penhor de gratidão para com os militares de Abril que devia impedir este tipo de tratamento a que assistimos por parte de figuras que não nos merecem nenhum respeito nem qualquer tipo de consideração ou crédito sócio-político.  

Não, o problema não é deles, dos capitães de Abril que fizeram o que tinham que fazer. O problema é nosso ao deixarmos que alguns destruam tudo o que de bom conseguimos construir nos últimos quarenta anos e ao permitirmos que nos matem os sonhos que um dia acreditámos ser possível concretizar. Não se pode incensar uma democracia que responde apenas perante a arrogância do poder plutocrata e não pelos interesses do povo que a constrói .  


Jacinto Lourenço

segunda-feira, 31 de março de 2014

Um Outro Caminho...






A História da humanidade está cheia de violência, de ódio, de preconceito. Mas se é verdade que não podemos modificar o passado, podemos aprender com ele. Durante a guerra civil na antiga Jugoslávia (1992-1996), a comunidade sefardita de Sarajevo decidiu lutar contra a intolerância ditada pelos senhores da guerra, que pretendiam segregar a população por grupos étnicos.

El Otro Camino é um pequeno filme com cerca de 12 minutos – uma co-produção entre a Espanha, a Turquia, a Bulgária e a Sérvia -, que nos fala da corajosa iniciativa daquela pequena comunidade, que em memória dos seus antepassados expulsos 500 anos antes de Sefarad, se recusou a trilhar o caminho do ódio. Ao invés decidiu trilhar um caminho de coexistência, de entreajuda com os seus vizinhos, quer fossem muçulmanos ou cristãos. 

Fonte:  Eterna Sefarad


quarta-feira, 26 de março de 2014

Lá Vamos Nós outra Vez...




Não conheço pessoalmente nenhum candidato de qualquer partido às eleições europeias. Não sei quem saiu ou quem entrou das listas partidárias, tirando um ou outro nome mais sonante . Mas aquilo que sei é que os partidos deste regime têm um grave problema de comunicação, que se agrava com a distância, no que concerne ao trabalho que fazem os seus deputados eleitos no Parlamento Europeu. Não duvido que muitos deles sejam uma jóia de pessoas e eventualmente bons/as deputados/as, mas a verdade é que o seu trabalho lá fora não tem eco cá dentro.

Não gosto de enveredar por opiniões populistas, mas aquilo que passa para a opinião pública é sobre as viagens que fazem os sres/as. deputados/as, os vencimentos que auferem e as super regalias que têm. Quanto ao resto, quase zero. Julgo que os cidadãos, em geral, não deviam ter que andar a vasculhar as páginas oficiais dos deputados ou dos partidos para saberem alguma coisa do que os primeiros por lá fazem. Talvez por tudo isto, as eleições europeias merecem dos portugueses ainda um maior desprezo do que todas as outras.

Acredito que uma pequena minoria de deputados/as possam ser pessoas de grande valia e competência, mas a verdade é que, até eu, que me considero uma pessoa razoavelmente bem informada, sei pouco do que fazem em Estrasburgo. Ou, num registo mais humorístico, os deputados europeus não se sabem 'vender tão bem' quanto os seus chefes, para poderem, como estes, levar os portugueses ao engano. Mais engano menos engano, pelos vistos os portugueses já não se importam com isso; ou porque já se habituaram, ou porque gostam, ou porque padecem de um problema que dá pelo nome de amorfismo.



Jacinto Lourenço

segunda-feira, 24 de março de 2014

Lançar Pérolas a Porcos...




Poucos têm a coragem de assumir a ruptura com alguns mantos diáfanos que cobrem fantasias pessoais dissimuladas. No que me diz respeito, nunca sustentei nem me escondi atrás de mantos de ilusão e também não sou especialista na contrafacção da verdade e muito menos domino a 'arte' da dissimulação . Tomo a vida por inteiro, como ela se apresenta, sendo as minhas opções e escolhas pessoais disso consequência, para o bem, para o bom, mas também para as coisas menos positivas que eventualmente me aconteçam. Interrogo-me muitas vezes se poderia ter descrito, em termos pessoais, outra trajectória, sublimado os meus defeitos, melhorado as minhas virtudes; enfim ser uma pessoa diferente em alguns aspectos. A resposta é sim e é não. Por um lado somos sempre resultado das nossas circunstâncias e das opções que tomamos face às mesmas, por outro lado há coisas que nunca conseguiremos mudar, que são intrínsecas a nós próprios, estão nos nossos genes e é isso que faz do ser humano uma criação perfeita; somos, a um tempo, todos diferentes e todos iguais. Claro que poderia sempre ter sido diferente daquilo que sou, mas então já não seria eu.   Foi Voltaire que disse que "Deus concedeu-nos o dom de viver, compete-nos a nós viver bem" .  Viver bem a vida de acordo com a visão daquele que no-la concedeu, sem peias, amarras ou receio de críticas daqueles que discordam de nós, melhorando sempre o que tiver que ser melhorado mas sem jamais correr o risco de pretender parecer outro 'eu', um 'eu' fantasioso, fabricado ou exibido com recurso a artes de prestidigitação.

Nunca tive e não tenho, felizmente, problemas de dupla personalidade ou bipolaridade.
Tenho por hábito dar-me sempre por inteiro, como sou, tal e qual, com toda a  frontalidade e lealdade, à vida que recebi em herança e penhor revestida de tudo o que ela supõe e traz.

Pela manhã estava a ler e a meditar num devocional de Spurgeon onde o autor diz, a dado passo, que "muitas vezes os homens maus carecem tanto de juízo quanto de fé [...], é inutil discutir ou procurar fazer paz com eles porquanto são falsos de coração e enganosos na suas palavras".

Quando inicio  um novo ano de vida, enquadrado igualmente por um novo ciclo, reflicto sobre a forma como muitas vezes  nos prejudicamos por darmos demasiada importância a pessoas que a não têm, que consomem o tempo da sua vida a colocar-se em bicos de pés  apenas para serem vistos ou para exibirem a sua moral e ética fantasiosas e falaciosas, ou ainda fazendo jogos de malabarismos com pessoas. Neste sentido penso que Spurgeon tem razão, que devemos 'sacudir o pó das nossas alparcas' e passar adiante fazendo a jornada da vida com quem se preocupe verdadeiramente com os valores mais elevados que fazem da dela algo que valha a pena ser vivido e não um deserto onde se amontoam esqueletos ressequidos. Isto é: como diz o livro de Mateus, não vou desperdiçar mais nenhum tempo da minha vida a  'lançar pérolas aos porcos'.

Jacinto Lourenço

sábado, 22 de março de 2014

Poesia na Epiderme de Espanca







Ser PoetaSer Poeta é ser mais alto, é ser maior 
Do que os homens! Morder como quem beija! 
É ser mendigo e dar como quem seja 
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor! 

É ter de mil desejos o esplendor 
E não saber sequer que se deseja! 
É ter cá dentro um astro que flameja, 
É ter garras e asas de condor! 

É ter fome, é ter sede de Infinito! 
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim... 
É condensar o mundo num só grito! 

E é amar-te, assim, perdidamente... 
É seres alma e sangue e vida em mim 
E dizê-lo cantando a toda gente! 


Florbela Espanca in Charneca em Flor

sexta-feira, 21 de março de 2014

'O Tempo em que Festejava o dia dos meus Anos'






























...

Pára, meu coração!
 
Não penses! Deixa o pensar na cabeça! 


Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus! 


Hoje já não faço anos. 


Duro. 


Somam-se-me dias.


Serei  velho quando o for.

 
Mais nada. 


Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ... 

[...]

Álvaro de Campos  in "Poemas" 

segunda-feira, 10 de março de 2014

A Camioneta da História...


O sol acordou, ainda preguiçoso como em todos os finais do inverno e primeiros rasgos de primavera. Iluminou o dia e afugentou frios e medos  que as madrugadas acoitam. O rádio dá novas/velhas notícias  duma Europa perdida e de um Portugal sufocado pelo garrote económico apertado sem dó nem piedade por quem manobra a economia a seu favor cá dentro mas também a milhares de quilómetros mais a norte. As notícias de um país em ruínas vêm no éter e vão-se esparramando nas nossas vidas.                                                                                

Por entre urbanos sons matinais, o pensamento voa-me para a minha infância,  na escola primária, com a mala às costas para aprender o futuro, numa sala fria, hostil em todos os invernos. Pensei na professora Helena, todos os dias má e todos os dias temível para alguns alunos. Havia os alunos de 'primeira' e os de 'segunda', mesmo se isso não tinha nada a ver com a classe frequentada. Os de 'primeira', normalmente de famílias mais facilitadas de vida, eram poupados à pancada e  elogiados; ocupavam as primeiras filas. Os outros, os de 'segunda', nas últimas filas, eram sempre candidatos naturais à ponteirada e reguada; estavam, paradoxalmente, sempre na linha da frente, mas apenas para  o castigo, houvesse ou não motivo de maior. O recreio era a libertação, tal como as segundas-feiras, quando a camioneta das onze, que trazia a dona Helena, se atrasava e nos dava mais uma hora de bónus de alegria. 

Hoje de manhã, quando Deus  nos visitou no sol,  lembrei-me que Ele nasceu para todos   mas lembrei-me também que a vida, no meio dos homens,  é normalmente aprendida à bruta. A rudeza dos dias, mesmo os de sol, castiga sempre os mais frágeis, os que pouco ou nada têm, nem mesmo uma simples escapatória. Este (des)governo,    faz quase o papel da dona Helena: marginaliza, açoita, despreza, castiga e fere ostensivamente. Distribui reguadas e ponteiradas aos que põe nas últimas filas. Em Portugal, a não ser que tenhamos vontade e determinação para isso, as coisas dificilmente vão mudar para quem está nas últimas filas... Restam-nos os pequenos recreios da história, quando ela se lembra de nós, por entre dias e tempos  feitos de invernias duras para quem foi condenado às  zonas de sombra  em Portugal,  a quem  o sol, quando chega, já está no seu declinar. Tirando isso, alegram-nos os atrasos da 'camioneta' da História quando esta se decide dar um bónus a quem normalmente só é autorizado a vê-la passar...

Jacinto Lourenço

terça-feira, 4 de março de 2014

Sherlock Holmes e o Caso na Livraria...



Cliente: (com um livro esotérico na mão). Você acredita em vidas passadas?

Livreiro: Hum. Bem, eu…

Cliente: Eu acredito. Absolutamente. Sinto que já vi as coisas antes. Tenho a certeza que esta é a minha terceira vida aqui na Terra.

Livreiro: Estou a ver.

Cliente: (com um semblante satisfeito). Tenho quase a certeza que numa vida passada fui Sherlock Holmes.

Livreiro: Mas sabe, Sherlock Holmes é uma personagem de ficção.

Cliente: (com um ar ultrajado). Não me diga que está a querer dizer que eu não existo?

Livreiro:



In Pó dos Livros

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O Valor da Dignidade e da Fé




...O trauma de ficar diante de um pelotão de fuzilamento, segundos antes da execução ser suspensa, não bastou para que Fiodor Dostoievsky deixasse de ser o aclamado escritor Fiodor Dostoievsky.
A força do império britânico não foi suficiente para que Mahatma Gandhi deixasse de se tornar o Mahatma Gandhi que trouxe tanto a independência da Índia quanto a filosofia do pacifismo como resistência política.
O ódio e a perseguição de John Edgar Hoover não foram suficientes para que Martin Luther King Junior deixasse de conquistar o seu lugar no panteão dos grandes vultos da humanidade como Martin Luther King Junior.
A difamação e a censura da União Soviética – e mais o exílio na Sibéria – não evitaram que Aleksandr Solzhenitsyn ganhasse o Prêmio Nobel de literatura como o Aleksandr Solzhenitsyn em Arquipélago Gulag.
O bloqueio da rede Globo de televisão não ofuscou o brilho poético do Chico Buarque de Holanda e ele continuou a compor para se imortalizar como um dos maiores letristas da música popular brasileira como o Chico Buarque de Holanda.
Os vinte sete anos de cadeia, além de ser chamado de terrorista por Ronald Reagan e Margareth Thatcher, não anularam Nelson Mandela; sequer impediram que ele se tornasse o presidente da África do Sul, e uma das maiores figuras da humanidade como Nelson Mandela.
[...]
Delatores congelam nas esferas mais baixas do inferno.
Covardes saem na urina da história.
Venais escorrem no esgoto da vida.
Lambe-botas se arrastam anos a fio como capachos.
Quando pensar que tiranos, oportunistas, poderosos e famosos levam vantagem, lembre-se do texto sagrado [Hebreus 11:35-39]:
[Devido a fé] mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos;
uns foram torturados, não aceitando o seu livramento,
para alcançarem uma melhor ressurreição;
E outros experimentaram escárnios e açoites,
e até cadeias e prisões.
Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada;
andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras,
desamparados, aflitos e maltratados
(Dos quais o mundo não era digno), 
errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.
E todos estes, tendo tido testemunho pela fé,
não alcançaram a promessa.
Soli Deo Gloria